
1. Frase: ‘Ontem tinha DÚVIDAS, hoje… NÃO SEI!’
2. O que o pisciano espera de seu parceiro:
Busca um protetor amoroso, uma alma irmã, uma pessoa espiritualizada, que saiba aceitar seu humor sempre mutável e sua necessidade de solidão e de privacidade. Ah! E que goste de bichos..3. O que o…
A evolução de uma pessoa é algo notável de se ver.
Eu tento de todas as formas me afastar de meus instintos desvairados. Tento me abster de certos fatos, fingir que não percebo certos atos, fechar portas e janelas que na verdade estou doida para abrir. Sinto frio, visto uma luva. Saudades, ouço uma música. Desejo? Vou dormir que é melhor. E ainda assim vem a onda, enorme e avassaladora onda de sentimentos me infernizar todos os dias. É como uma doença incurável, esse tal de amor. Vai te aleijando e calejando um pouquinho a cada dia. Aliás, é como uma doença incurável sim. Esse tal de “você”.
Você, que aparece depois de meses pedindo atenção.
Você, que me olha de soslaio nesse jeito de mistério.
Você, que é menino-homem e não sabe o que diz, o que faz, o que quer.
Eu te detesto. Do mais profundo ponto do meu espírito inquieto eu quero lançar um murro nessa sua cara de pateta. Só pelo desaforo de ter que ouvir seu nome o tempo inteiro. O tempo inteiro, como se eu soubesse da sua vida. O tempo inteiro, como se eu me importasse tanto assim. O tempo inteiro, como se eu fosse de fato sua namorada não declarada.
Infeliz maldição essa minha. De gostar dos imperfeitos, de querer consertar o inconsertável. Pior, de não querer consertar; mas querer ser parte disso.
Antes eu gostasse do glamour. Dos músculos dos modelos, dos cifrões dos banqueiros, das luzes de neon da high society padronizada: rostinhos bonitos em corpos esculturais. Pelo menos assim me conformaria de não ter. Viver sem conseguir ter algo tão palpável é o que me mata. O que me enterra é ver que sou só eu.
Ah, essa minha raça de mulheres do novo século. Todas sofremos por cometermos o pecado de querer o básico: uma cama quente, umas risadas frescas e uma cerveja bem gelada no final do dia. Entenda isso como independência financeira, liberdade de escolha, amor e sexo. Tudo isso em abundância, por favor.
Amanhã é um novo dia, então. Para pensar em você entre um risco de caneta e outro, para amargar a fatalidade de não te ver, para relembrar que ficarei sozinha no final das contas; cheia de amor pra dar, contas a pagar e trabalhos a fazer.
Você, doença minha, faça-me um favor. Deixa-me em paz, mas fique por perto.
E que os sonhos retenham nossos desejos impossíveis.
Que neles fiquem guardados nossos sorrisos quebrados e nossas mãos geladas
Enquanto tentamos, aos tropeços, construir nossos próprios contos de fada
Por mais errados que sejam
Com essa magia destrutiva chamada destino,
com essa resolução simplista chamada senso de humor
Terminemos nossos dias com um suspiro triste
E que acabe assim nossa agonia do querer e desejar demais.
Em tempos de tempestade solar, quem sou pra querer dias suaves e noites quentes?
A TPM me cutucou na mente e no peito, curtiu meus pequenos grandes problemas, compartilhou comigo um pouco de engasgo sentimental e ainda mandou mensagem rindo da minha incapacidade de controlar os sentimentos.
Noite difícil.