Todos os textos deste blog - salvo as citações, reblogs e os que tenham fonte - são originais e escritos por mim.

All of the texts in this blog - except quotes, reblogs, or the ones with their author's name - are originals and were written by me.

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alguém cale a minha boca
ponha um esparadrapo e me manda pra casa de sedex
queria eu só sorrir com charme
me safar das coisas
faz assim
me leva daqui
e só

Manifesto

Minha cabeça engessada não está interessada

Nas suas vozes de veludo

Nem nos seu músculos estranhos

Nem em outros sorrisos bobos

Por favor, me poupe de mim mesma

E deixa eu tossindo em paz.

O banco de trás do carro me dá sono
Na frente, alguém que eu não conheço vira o volante numa velocidade muito mal calculada
Às vezes acho que não tem ninguém dirigindo
Continuo com sono, a lataria velha balançando, os barulhos irritantes das pessoas que viajam comigo
Quem são essas pessoas?
Não reconheço rostos, mas os cheiros me enojam com as sensações do passado que eu quero esquecer
Mas eles continuam no carro
Uma virada brusca, continuo dormindo
O carro nunca pára
Minha cabeça roda mais que a roda dessa lata velha
Pare o carro
Vou a pé pra onde o mar me chama.

I am more sensitive than other people. Things that other people would not notice awaken a distinct echo in me, and in such moments of lucidity, when I look at myself, I see that I am alone, all alone, all alone.

— Henri Barbusse (via onlinecounsellingcollege)

visual-poetry:

»my hell« by david shrigley (+)

visual-poetry:

»my hell« by david shrigley (+)

Ela olhou pra mim e sorriu por trás daquela cortina de fumaça
Mas foi um riso bem dela
Riso de cigarro
Enquanto os outros tentavam conversar comigo, meu olhar vagava na direção dela
Não me olhava, não falava, sequer ouvia o que estava sendo dito
Eu, por outro lado, fazia tudo com ferocidade
Ouvia todas as conversas, não só aquela
Via todas as pessoas, me sufocava com elas
E eu tentava falar
Tentava desesperadamente
Mas nenhum som saía de mim, só os velhos ruídos monossilábicos de sempre
Ela continuava rindo, olhar vidrado no nada
Respirei um pouco e pedi licença
Não que eu precisasse
Ela apagou o cigarro e se foi
Fui atrás
Acendi meu cigarro e nem pro lado olhei
Teria visto meu reflexo no vidro do carro,
Riso de cigarro estampado no rosto

Atravessei o outono como se não houvesse inverno

Meu agosto foi melhor assim

De vez em quando eu penso no significado do “sofre sozinha”. De todas as frases terríveis que eu já possa ter ouvido, essa é a segunda que conseguiu encravar na memória. Assim como a primeira no ranking, ela me tirou alguma coisa. E assim como essa primeira, ela diz muito sobre mim e sobre as pessoas ao meu redor. Não é por mal, muitas vezes. Mesmo achando que essa, especificamente, foi dita com a intenção premeditada de machucar. E machucou. Pôs um fim numa disposição que eu tinha de continuar “amando” alguém. Me tirou a esperança, tanto que não consigo expressar em palavras. Mas, de fato, acontece.
Na minha posição de destrambelhada emocional, eu carrego comigo os trejeitos, palavras e gestos de quem me fez mal por pelo menos um segundo. Na estrada de ser leve eu acabo levando a bagagem horrorosa que é o pior lado de cada uma dessas pessoas. Talvez seja o signo. Talvez eu mereça, por usar essas metáforas dementes.
Mas o fato é que eu preciso chorar e espernear. Mesmo que tudo já tenha passado, mesmo que daqui a cinco segundos eu fique bem de novo. Faz parte de ser Marina. A água vem, e volta.

Nina being Nina.

Nina being Nina.

(via ninagarcia)

Sure, I’m sad, but I’m not looking to soothe that sadness by replacing it with a new relationship. Women are allowed to be sad, and they’re allowed to be single, and they don’t need to hear that one day a man is going to make it all go away by telling her she is good enough again. She’s good enough as she is.

— Charlotte Green (via onlinecounsellingcollege)